
Hoje fui a uma festa e como sempre rolou o estilo banquinho e violão tocando as músicas típicas de quem está com saudades de casa, do Brasil.
Mas como sempre, música brasileira e um monte de gente cantando é bom demais. Entre Renato Russo, Raul Seixas, Kid Abelha, Paralamas e outros, tocou uma música do Lulu Santos que sempre me gerou alguns questionamentos. Vou copiar o trecho da letra pra ver se vocês concordam comigo ou não.
(...)
E a gente vive junto
E a gente se dá bem
Não desejamos mal a quase ninguém
E a gente vai à luta
E conhece a dor
Consideramos justa
Toda forma de amor
(...)
(...)
A primeira frase em negrito é perfeita. Ainda que tentássemos não desejar mal a ninguém, sempre, pelo menos em algum momento, ainda que de raiva, você deseja mal a alguém. Não gosto de pensar assim, mas é fato! Sou adepta do pensamento de que o que desejamos aos outros, volta pra gente. Então desejemos o bem, para que retorne em dobro. Mas que tem horas que desejamos o mal, é verdade. Não sou de mentir.
Quanto a frase seguinte, me pergunto se é verdade. Será que no fundo no fundo aceitamos mesmo todas as formas de amor? Quando pensamos nas formas homossexuais de amar, a moda é aceitar, achar normal e não ter preconceito para com eles. Mas se essa realidade se aproxima da gente e acontece com um irmão, um primo ou um amigo chegado, será que estamos realmente prontos para aceitar? Se de uma hora pra outra você descobre que não é filho dos seus pais, será que você estará pronto para aceitar a forma de amor que eles tiveram contigo até hoje? Ou se um amigo não te liga, não te manda um e-mail ou notícias e mesmo assim diz que te ama e que se preocupa contigo, você aceita a forma dele de amar?
Deixo vocês com a viagem de hoje, cheia de questionamentos sobre a nossas posturas diante das circunstâncias do mundo que se apresenta todos os dias.
mais uma viagem da Isabela...
